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REVIEW: American Horror Story: Asylum – 2×03 Nor’easter

REVIEW: American Horror Story: Asylum – 2×03 Nor’easter

Eu sou o único que está preocupado com a excelência que American Horror Story vem apresentando ser apenas algo passageiro? Exageros de lado, é preciso ressaltar que esses três episódios iniciais foram tão bons que é de se assustar que os erros não estejam (tão) presentes na série como muitos esperavam, isso é Titio Murphy dando na cara da sociedade com luva de pele humana. Preciso dizer que não consigo nem imaginar a tensão que deve ter sido ver Nor’easter numa noite de Halloween, palmas para os americanos que passaram pelo episódio mais ‘estranho (feat. nojento)’ na noite mais assustadora do calendário.

O maior elogio que eu posso fazer a série é a forma como a história vem sendo tratada de forma linear e sem uma edição (e narrativa) que se perde ou volta para assuntos inacabados. Cada parte do texto é concluída para a outra começar e é por isso que vemos primeiro a irmã Jude ficar louca com os jornais, depois vemos que a irmã Mary que tá por trás de tudo e que isso resultaria numa desordem entre o Dr. Puritano/Birutinha e a nossa amada Judy. Agora me pergunto qual será o objetivo maior do demônio que está em irmã Mary, porque bancar a discórdia entre dois idosos não deve ter sido seu auge. Aliás, a primeira meia-hora do episódio teve cenas maravilhosas, como não amar Lily Rabe com as pernas abertas em cima de uma mesa? E aquele momento de se embasbacar em que Jessica Lange atende ao telefone e ouve a voz da menina que ela atropelou? EMOcionei.

Porém, a parte ‘calma, respira que ainda tem mais’ do episódio é quando começam a passar um cineminha (!) no hospício (!!!). Na hora que Kit, Lana e Grace armaram a fuga, eu já sabia que não ia dar em nada por causa das criaturas de fora, mas juro que torci até o fim para ao menos um conseguir escapar. Pena que tudo saiu como o previsto e eles tiveram que permanecer no Briarcliff, mas valeu pela indiferença com que Kit tratou Lana Banana quando a mesma admitiu que ele era inocente. Ainda teve irmã Judy de bebâda faladeira que encontra alienígena, irmã Mary se deliciando com a morte dos cristãos em filme dos anos 30, Dr. Arden enlouquecendo com a virgindade de uma estátua e Shelly sambando na cara de todos, mostrando que não é uma personagem esteriótipo e sabe muito bem o que quer da vida.

Mas alguém pode me explicar o que foi aquela abertura? O pior nem é a falta de coesão com o resto do ‘tom’ da série, mas aquela cena em que Adam Levine se levanta sem um braço (e depois de ter levado umas 10 facadas) e vai atacar o bloody-face me fez rir graças a tamanha incoerência, espero mesmo que arrumem uma resolução logo para aquilo. Falando em resolução, como essas criaturas do Dr. Arden correm tão rapidamente? E o que foi a Shelly rindo da outra ‘’criaturinha’’ do Dr. Biruta? E pra completar, o James Cromwell ainda teve que repetir ‘prostituta’ umas 10 vezes de uma forma tão constrangedoramente amadora (por parte do texto) que fiquei até com pena dele. Mudando o foco, o que foi a cena ‘piscou, perdeu’ dos aliens? Acho que fizeram algo com a irmã Jude, já que depois de vê-los, ela já aparece deitada na cama dela.

Em relação a atuações, palmas para Lily Rabe que já é a rainha da temporada. Esse demônio fez horrores pela personagem, e Rabe não deixa nunca a desejar em cada olhar e sorriso maquiavélico que surge naquele rosto angelical. Palmas (mais uma vez) para Lange que foi de emotiva a bêbada com a dignidade de uma vencedora de 2 Oscars, e também para Chloë Sevigny que mostrou um trabalho excelente quando foi necessário. Aliás, o elenco todo tá trazendo o seu melhor nessa nova temporada (diferente da 1ª que tinha uns pontos fracos como Dylan McDermott e uns – vários – momentos de Connie Britton), e se juntar isso ao fato de todos os personagens serem interessantes, cada minuto da série fica ótimo de se ver.

Que existe assunto, tranquilamente, para mais 10 episódios eu não tenho dúvidas, só fico na expectativa que a galera por trás da série saiba como lidar com isso e continue nos brindando com episódios tão bons, ou melhores que esses três primeiros.

P.S.1: Que agonia ver  as pernas mutiladas da Shelly no fim do episódio (ótimo trabalho de maquiagem);

P.S.2: Saudades de Joseph Fiennes, como faz para ser o segundo nome da abertura não aparecer no episódio? Sim, eu sei que Quinto não apareceu no 2×01, mas o Fiennes quase não apareceu nos dois primeiros também.